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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Inteligência Britânica hackeando o mundo todo

Que o mundo é monitorado 24 horas por dia até mesmo por um usuário doméstico, todos sabem. Que os hackers podem fazer o que bem quiserem, com quem quiserem e quando quiserem também não é segredo para ninguém. Mas agora a inteligência britânica resolveu entrar na brincadeira ao interceptar e-mails de jornalistas de veículos num alcance mundial – o que pode incluir o Brasil – por considerar que eles são “uma ameaça potencial para a segurança”.

Segundo apurou o The Guardion, a agência britânica de vigilância (GCHQ) teria grampeado e-mails de jornalistas da BBC, The New York Times, The Sun, The Guardian, Le Monde, NBC, The Washington Post e a agência Reuters.

Contexto que vem desde 2008

O número é chocante: os e-mails faziam parte de 70 mil mensagens hackeadas em menos de 10 minutos em 2008, quando ocorreu uma operação da principal agência de segurança britânica, a CGHQ (Central Government Headquarters).

Conforme mencionado, de acordo com as orientações internas de segurança citadas pelo veículo inglês, os serviços secretos britânicos consideram os jornalistas uma “ameaça potencial para a segurança”, destacando os profissionais que atuam no campo investigativo. A inteligência coloca esses jornalistas no mesmo patamar de terroristas e hackers no fator "perigo". Exagerado, não?

Editores britânicos se revoltaram

Em resposta à ação radical, pelo menos 100 editores britânicos publicaram uma mensagem coletiva pedindo ao governo que tome providências e impeça esse monitoramento. Os jornalistas temem que os telefones também sejam grampeados e citam isso na carta.

David Cameron, o primeiro-ministro britânico, tem adotado medidas severas para reforçar a segurança e a vigilância no país após os atentados terroristas ocorridos no começo do mês ao Charlie Hebdo, em Paris.

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