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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

No Japão, a internet do seu iPhone não é ilimitada!

Telcos Japan
Para quem mora no Brasil, pode até parecer besteira esse post, porém, para quem reside no Japão, o tema que você está tendo a oportunidade de poder ler agora, pode ser útil, mesmo porque, muitas pessoas talvez nem saibam dessa limitação, imposta pelas operadoras japonesas.
No Brasil, e para quem reside lá, a internet 4G ou LTE, é objeto de desejo, por causa da velocidade que ela proporciona na hora de navegar na web, e eles pensam que aqui no Japão, é tudo mil maravilhas, internet super rápida e tal, só que o negócio não é bem assim!
No Japão as operadoras impõe a seguinte regra: para cada 1GB utilizado, que ela seja utilizada em 3 dias. Tenho muitos amigos, que vivem reclamando muito ultimamente, sobre essa limitação que as operadoras nipônicas determinaram.
Quando optamos em adquirir por exemplo, o iPhone com plano de internet 4G ou LTE seja em qual operadora for: SoftBank, AU KDDI ou NTT Docomo, todos ficamos sabendo daquela limitação de 7GB por mês, até aí, tudo bem.
Só que muitas pessoas não sabem, até este que vos escreve, também não sabia, é que além dessa limitação mensal, existe também o limite de 1GB para ser utilizado em 3 dias!
Você não entendeu? Vou explicar melhor, a operadora impõe no seu plano de internet, que você pode utilizar em até 3 dias, o limite de 1GB, se você utilizar mais de 1GB em 3 dias, a velocidade da sua linha LTE fica pior do que internet 3G ou discada! Alguém, lembra o que é isso?!! Eu lembro!!  :-P
E não adianta querer mudar de operadora, na esperança de conseguir um limite de utilização maior, porque as 3 operadoras supracitadas, utilizam do mesmo artifício, ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come! Não tem jeito!
A única maneira de fazer render os nossos preciosos GBs, é em casa, utilizar somente a rede Wi-Fi, isso se você tiver internet sem fio em sua residência, procurar também as redes Wi-Fi disponíveis em lojas de conveniência (os famosos combinis), daqui do Japão, e quando não tiver jeito, fazer uso da rede LTE. Só assim, é possível manter o consumo dentro do patamar de 1GB para ser utilizado em 3 dias.
Lembrando também, que existe a limitação mensal de 7GB e se ultrapassar esse limite, a história é a mesma.
Quer dizer, aquela história de internet ilimitada não existe, isso porque, estamos falando de um plano de internet de um país de primeiro mundo!

Apple promete correção para vulnerabilidade grave de segurança do OS X

O problema é que pesquisadores descobriram que essa mesma vulnerabilidade corrigida pela Apple no iOS está presente também no OS X, deixando usuários de Macs expostos a malfeitores que poderiam interceptar a comunicação entre navegadores afetados e sites protegidos por SSL/TSL.
Visitando este site é possível saber se o sistema/navegador utilizado por você está ou não afetado pelo problema — em meus testes, o Safari 7.0.1 foi reprovado enquanto o Firefox 27.0.1 e o Chrome 33 não apresentaram problemas; porém alguns apps (não necessariamente navegadores) também se comunicam com sites protegidos por SSL/TLS e, consequentemente, podem estar afetados pela brecha.
A falha é grave e, por mais que a empresa tenha corrigido tudo no iOS 7.0.6/6.1.6/Apple TV 6.0.2, tanto o atual OS X 10.9.1 quando as versões beta do sistema móvel (iOS 7.1) e do desktop (OS X 10.9.2) ainda apresentam o problema.
A Apple já confirmou que liberará uma atualização em breve. Muitos apostam que isso acontecerá ainda hoje, mais tardar amanhã. Enquanto isso, é bom você se proteger e fazer a sua parte (utilizando o Firefox/Chrome e evitando aplicativos os quais se comunicam diretamente com protocolos SMTP, HTTPS, entre outros) e evitar conexões Wi-Fi públicas.
Vale notar ainda que a Apple foi bacana com jailbreakers e não embutiu no iOS 7.0.6 nenhuma correção para os exploits da ferramenta evasi0n. Desta forma, ela já foi atualizada e continua funcionando normalmente; a única recomendação é aplicar o update do iOS via iTunes, e não OTA (over-the-air).


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Campus Party reúne fãs de modding; conheça os computadores ‘tunados’

Os casemods, modificação no gabinete do computador, é uma paixão da maioria dos campuseiros, que a cada edição do evento traz grandes novidades que cativam a todos. Alguns utilizam massa de biscuit em suas criações, outros investem mais e adquirem até Water Coolers, sistema de resfriamento à água, para instalar em suas máquinas. O TechTudo reuniu algumas das tunagens que os campuseiros trouxeram ao evento. 

Campuseiros trazem ao evento seus computadores tunados (Foto: TechTudo/Paulo Vasconcellos)

Tiago Martins não trouxe seu computador tunado apenas para ilustrar sua mesa na Campus Party . O Campuseiro cria casemods profissionalmente e utilizou seu gabinete para apresentar-se no evento. "Esta é uma bancada de teste feita 100% em acrílico e criada sob medida, de acordo com a necessidade do cliente", explica Tiago. “Além do gabinete personalizado, esta máquina conta com um sistema de refrigeração diferenciado: o Water Cooler. Nós substituímos todas as ventoinhas e dissipadores padrões do computador por um sistema de resfriamento líquida”, completou. Tiago garante que a modificação com o sistema de refrigeração faz com que a temperatura do computador caia em aproximadamente 50ºC.

Tiago Martins e seu casemod (Foto: TechTudo/Paulo Vasconcellos)

“Tudo que está no casemod eu criei por minhas próprias mãos. Utilizei acrílico, adesivo e muita cola”, responde o campuseiro Douglas Lira Alves ao ser questionado sobre o material usado. Douglas criou seu desktop tunado para participar do torneio que haverá na Campus Party e, assim como Tiago, optou pelo resfriamento líquido no gabinete. Demorando oito meses para criar, Douglas afirma que seu PC está apto tanto para jogos quanto para tarefas rotineiras.

Douglas optou pela temática Resident Evil em seu casemod (Foto: TechTudo/Paulo Vasconcellos)

Mário Viana também entrou na onda e realizou as modificações em parceria com duas empresas, que lhe forneceram dois gabinetes, que transformou em apenas um. “Basicamente o trabalho utilizado aqui foi aerografia. A parte do corte foi feita com dremel em micro retífica e a parte de refrigeração foi feita com Water Cooler”, explica Mário, que também utilizou lâmpadas de LED em sua criação.

Mário teve a ideia de criar um casemod baseado em Iron Maiden (Foto: TechTudo/Paulo Vasconcellos)

Rafael ‘Da Hora’ ignorou o formato retangular que a maioria dos casemods possuem e optou por um design diferente. “O meu foi inspirado no Lanterna Verde: é a fonte de energia onde ele recarrega seu anel energético”, explicou. Rafael criou o desktop tunado em duas semanas com a ajuda de seu pai e utilizou fibra de vidro e resina. Rafael percebeu uma melhora de desempenho e refrigeração em seu computador após instalar as quatro ventoinhas que refrescam a máquina.

Ventilação foi o maior ganho de Rafael  (Foto: TechTudo/Paulo Vasconcellos)

Mas os casemods não são exclusividade do público masculino, e para nos provar isso, encontramos a campuseira Laís de Souza, que fez uma incrível tunagem do Sonic Generations. 

Laís utilizou uma action figure e outras partes de biscuit em seu casemod  (Foto: TechTudo/Paulo Vasconcellos)

“Para a luva na lateral do computador eu utilizei uma luva infantil. Nela eu coloquei fibra de vidro e biscuit, o que permitiu a sustentação dos dedos”, explica Laís, satisfeita com o resultado de seu trabalho de 12 meses juntamente com seu namorado. Para melhorar o visual do casemod, Laís utilizou também uma action figure (figura de ação) e outras partes de biscuit.

Campus Party oferece workshop de Google Glass

Os óculos inteligentes do Google tiveram uma recepção calorosa na última sexta-feira (31) em palestra sobre o Google Glass. O encontro com especialistas tomou o palco na Campus party, que acontece em São Paulo. Horas antes, um representante do Google foi alvo de críticas de campuseiros, quando as novas políticas de censura viraram um debate numa simples palestra.

O workshop do Google Glass, na Campus Party, mostrou como os brasileiros estão interessados nos óculos de Realidade Aumentada (Foto: TechTudo/Renato Bazan)

Os óculos inteligentes foram apresentados pela equipe de Amanda McClure, empreendedora americana especializada em wearable computing, para uma plateia grande, maior do que o pequeno espaço para workshops suportava. O fascínio dos desenvolvedores brasileiros foi grande em torno da plataforma – muitos deles estavam cara a cara com ela pela primeira vez. A conversa teve um caráter bastante técnico, com os palestrante alternando falas sobre possibilidades de aplicativos, projetos atuais e especificações técnicas do aparelho.

Glass ainda não é ideal

A impressão que o protótipo passa, mesmo depois de um ano e meio circulando, é que ainda está longe de atingir o desenvolvimento completo. Conforme demonstravam as funções do Glass, os palestrantes mostravam o que era exibido na pequena tela (localizado ao lado do olho direito) em uma TV de 32 polegadas. Foi possível perceber uma baixa taxa de quadros na interface, bastante incômoda, fruto da falta de otimização para visualização externa, e uma baixa resolução de tela – natural, considerando que a projeção não chega a ter 1cm² de área.

Outras reclamações, postas pela própria McClure, foram as limitações da difusão de som por ressonância óssea, que impede o controle do volume e não tem uma qualidade adequada; o sério problema com superaquecimento, que faz com que o Glass precise entrar em repouso a cada hora de uso, talvez menos; a baixa duração da bateria, que precisa ser recarregada mais de uma vez ao longo de um dia de uso; o problema de se usar comandos de voz em ambientes carregados de som ambiente, como a própria Campus Party, e o preço atual, que mesmo nos Estados Unidos quebra a barreira dos US$ 1.500. 

 “Tudo isso é o preço que se paga pela miniaturização. Colocar todas essas partes de um computador dentro dessa pequena estrutura, que pesa pouco mais de 20g, não vem sem sacrifícios”, disse.

Atualmente, o Google Glass já está na versão 1.7 de sua suite de desenvolvimento, chamada de JDK pelo Google. Nela, existem dois modos de se construir um software: pode-se usar as APIs pré-configuradas, chamadas “cards”, ou pode-se ir direto no código. O primeiro caso lembra bastante o desenvolvimento para smartphones: como se fossem cartas de baralho, os óculos podem “empilhar” funções na pequena tela, ativadas por voz ou alternadas por um deslize de polegar na haste metálica lateral. 

Usando os cards disponíveis, os desenvolvedores iniciantes podem construir novos aplicativos em pouco tempo. Quando a opção é ir direto no código, no entanto, o Google Glass se mostra muito mais versátil, podendo ser codificado nas linguagens Java, Node e Ruby. A parte dos comandos por toque usa a tecnologia Sencha Touch.

Com tanto público, muitos acabaram assistindo o evento, de uma hora e meia de duração, em pé  (Foto: TechTudo/Renato Bazan)

Novas ideias e aplicações para o Google Glass

Na última parte do workshop, os brasileiros tiveram a chance de participar com um brainstorming de novas funções para o Google Glass. As ideias foram muitas: de simples handshakes virtuais com outros Google Glass (para troca de informações pessoais) até projetos megalomaníacos de software de realidade aumentada para governança municipal, passando por ítens óbvios como teleprompters, GPSs via comandos direcionais na pequena tela e guias turísticos. 

Houve um assunto recorrente nas ideias brasileiras para futuras inovações: georreferenciamento. Parece natural, na mentalidade brasileira, que a tela livre de mãos seja combinada com a percepção de espaço, seja para monitoramento de caminhadas ou visualização de investimento públicos.

O Google Glass ainda não tem presença no Brasil, nem como produto, nem como proposta – basta lembrar que, para comprarem um kit de desenvolvimento, os interessados precisam provar que têm endereço fixo nos Estados Unidos. 

“Eu sei que é caro, que está em um estágio muito inicial, que existem problemas de todo tipo. Mas, existem caminhos para quem estiver interessado”, concluiu McClure.